O Adeus às Virgens

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O Adeus às Virgens

Por que não volta Jonas Açucena ao Brasil e aos Estados Unidos onde, ainda bastante novo, se encheu de dólares? Vem de férias, em 1915, a Portugal, o tal país que o poveirinho Eça de Queirós apelidou de choldra. Mas que deusa impede Jonas de regressar? Poderá a choldra, por suas mãos, transformar-se em Eldorado?
Por que não? Alguma doença estranha corromperá de morte Portugal? E que destino o leva à Póvoa de Varzim, berço de Eça, já na década de 30, a Póvoa do Café Chinês e do Guarda-Sol, da Rua dos Cafés, cenário de Las Vegas, roletas, bacarás, bilhares, a batota generalizada? Que fazem por ali os anarquistas catalães refugiados? Serão eles os devoradores de virgens ou mais alguém? E quem são elas? Cecília? Maria Pureza? Lilian? Sara? Leonor? Berta? Helena? Fátima?
Perguntas e mais perguntas que às vezes nem o mar responde porque o sangue de quem morre, ou de quem começa a vida, tolda em excesso as ondas erguidas sempre altas pelos músculos do vento norte.
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Prazo de Entrega / 4 dias úteis a partir de 2022-01-18
Novidade / -10% Promoção válida de 2022-01-07 a 2022-04-18
Ano de Edição / Impressão / 2022
Número Páginas / 392

Dimensões / 234 x 26 x 156 mm
ISBN / 9789722131353
Editora / CAMINHO
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Autor
Alexandre Pinheiro Torres nasceu a 27 de dezembro de 1921, em Amarante. Na Universidade do Porto tirou o bacharelato em Físico-Química e, mais tarde, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas. Foi professor do ensino secundário e fundador da revista A Serpente e, enquanto residia em Coimbra, empenhou-se na publicação do Novo Cancioneiro, de que faziam parte os mais destacados poetas da altura. Foi romancista, poeta e ensaísta, tendo vasta obra publicada nas diversas áreas, e colaborou, como crítico literário, em diversas publicações, como as revistas Seara Nova e Gazeta Musical e de Todas as Artes ou do Jornal de Letras, Artes e Ideias e Diário de Lisboa. Da convivência com esses poetas, com o movimento dos neorrealistas e na sequência de ter feito parte do júri da Sociedade Portuguesa de Escritores, que atribuiu ao livro Luuanda, de José Luandino Vieira, o Grande Prémio de Ficção, foi, em 1965, proibido pelo Estado Novo de exercer a docência. Exilou-se, então, primeiro no Brasil e, depois, em Cardiff, no País de Gales, onde foi professor na respetiva universidade e onde criou a disciplina de Literatura Africana de Expressão Portuguesa. Em 1976 criou o Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros. Recebeu em 1979 o Prémio de Ensaio Jorge de Sena atribuído pela Associação Portuguesa de Escritores, em 1983 o Prémio de Ensaio Ruy Belo e o Prémio de Poesia pela APE. É cidadão honorário de São Tomé e Príncipe e membro da Academia Maranhense de Letras de São Luís do Maranhão, Brasil. Parte importante do seu vasto espólio foi doado à Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim. Alexandre Pinheiro Torres faleceu em Cardiff a 3 de agosto de 1999.