A Identidade

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A Identidade

Chantal e Jean-Marc vivem juntos em Paris, e amam-se tanto que por vezes parecem confundir-se. Há situações em que, por um instante, nenhum dos dois se reconhece, em que a identidade do outro se dissolve e em que, consequentemente, cada um duvida da sua própria identidade. Todo aquele que ama, todo aquele que faz parte de um casal, já experimentou essa sensação, porque o que mais teme no mundo aquele que ama é «perder de vista» o ser amado.
Pouco a pouco, é isso que acontece a Chantal e a Jean-Marc. Mas em que instante, diante de que gesto, em que circunstância precisa começa essa processo aterrador?
É nesse momento de pânico que Kundera agarra o leitor, obrigando-o a mergulhar no labirinto que o próprio casal percorre e a cruzar, como ele, a fronteira entre o real e o irreal, entre o que ocorre no mundo exterior e o que, solitariamente, elabora uma mente dominada pela insegurança.

De todos os escritores contemporâneos, apenas Kundera consegue transformar essa percepção oculta e desconcertante na matéria de um romance, um dos seus melhores, mais dolorosos e reveladores. E que, surpreendentemente, acaba por ser uma história de amor.
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Novidade / -10% Promoção válida de 2020-08-08 a 2020-11-18
Ano de Edição / Impressão / 2020
Número Páginas / 144

Dimensões / 234 x 10 x 157 mm
ISBN / 9789722065474
Editora / DOM QUIXOTE
Promoções Ativas: Novidades
Autor
KUNDERA, MILAN
Romancista e ensaísta, nasceu em Brno na República Checa, em 1929.
Após a publicação de A Brincadeira (1967), que lhe conferiu uma notoriedade imediata, e o O Livro dos Amores Risíveis (1969) (Prémio da União dos Escritores Checoslovacos), é vítima da repressão soviética após o esmagamento da Primavera de Praga. Os seus livro são interditos, é proibido de trabalhar e perde o direito de publicar.
Em 1975, foge para Paris, onde vive desde então, tornando-se cidadão francês em 1981, após lhe ter sido retirada a nacionalidade checoslovaca.
Entre outros prémios, Milan Kundera recebeu, pelo conjunto da sua obra, o Common Wealth Award (1981) e o Prémio Jerusalém
É considerado um dos grandes escritores do nosso tempo.