Sinopse
Um brasileiro torna-viagem mandou construir um palacete à Junqueira, em Lisboa, em 1889, para nele instalar a numerosa prole que não cessou também de aumentar fora de casa. O edifício – abandonado pelos anos 1950 e ocupado na sequência da revolução de abril de 1974 – está hoje transformado num condomínio de luxo onde moram Pedro e Júlia, um jovem casal de economistas.
É pela voz de Júlia – curiosa sobre o passado da casa –, mas também da sua cunhada Sofia, do namorado desta e de outros narradores, que vamos conhecendo não só as histórias das próprias personagens, mas também as que elas vão gradualmente descobrindo: a do republicano José Anastácio, o primeiro proprietário do palacete; e a do pai de Pedro e de Sofia, maoista em tempos da Revolução de 1974 e empresário de sucesso muitos anos depois.
Inteligente, divertido e cheio de surpresas, este romance – finalista do Prémio LeYa em 2021 – toma as décadas anteriores à implantação da República, os anos da Revolução de Abril e os tempos atuais como contexto e cenário, para nos oferecer um retrato breve e irónico de algumas elites portuguesas, desde finais do século XIX até aos nossos dias.
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Detalhes

  • ISBN: 9789722075732
  • Editora: DOM QUIXOTE
  • Ano de Edição / Impressão: 2022
  • Dimensões: 234 x 157 x 13 mm
  • Páginas: 200

PROMOÇÕES ATIVAS

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O autor
Graça Videira Lopes nasceu em Mangualde, em 1952. Formou-se em Filologia Românica na Universidade Clássica de Lisboa e doutorou-se em Literatura Medieval na Universidade Nova de Lisboa, onde foi professora desde 1982 até à sua reforma. Pelo meio, deu ainda aulas nas universidades de Amherst (Massachusetts, USA), Barcelona e Paris (VIII e Sorbonne). Publicou livros de poesia e ensaio, sendo também coordenadora da edição integral das Cantigas Medievais Galego-Portuguesas. Dirige programas de investigação na área da literatura medieval. Publica o primeiro romance, A Casa Ocupada, finalista do Prémio LeYa, nas Publicações Dom Quixote em 2022.
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