Deuses e Demónios da Medicina - eBook

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Deuses e Demónios da Medicina - eBook

É notável, voltar a ler o livro Deuses e Demónios da Medicina à luz das perplexidades que a chamada «medicina da precisão» introduz em todos os aspectos da arte/profissão médica. Quer se queira quer não, o actual exercício da Medicina moderna afasta‑nos do ser humano enquanto sujeito da vida relacional e da saúde, por mais informação e tecnologia que estejam à nossa disposição.

Manuel Sobrinho Simões

Esta obra retrata, de uma forma romanceada, 23 dos mais relevantes médicos:
Hipócrates; Galeno; Avicena; Paracelso; Vesálio; Ambroise; Paré; Harvey; Sydenham; Ribeiro Sanches; John Hunter; Mesmer; Jenner; Laennec; Claude Bernard; Virchow; Lister; Koch; Pavlov; Ramón y Cajal; Freud; Oswaldo Cruz; Alexandre Fleming
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Novidade / -10% Promoção válida de 2021-11-23 a 2022-02-02
Ano de Edição / Impressão / 2021
Formato / EPUB
ISBN / 9789722131278
Editora / CAMINHO
Promoções Ativas: Novidades
Autor
Fernando Namora nasceu em Condeixa (15 de abril de 1919) e licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra. 
É no ambiente coimbrão, sobretudo no meio estudantil, que as suas primeiras obras radicam, com destaque para Fogo na Noite Escura, que conforma com verdade e rigor o ambiente universitário dos anos 40. A experiência como médico de província acentuou-lhe um verdadeiro conhecimento do povo, sobretudo camponeses, mineiros, vagabundos, que são a base antropológica e social das suas mais fortes personagens nas suas ficções dessa época. Mais tarde mudou-se para Lisboa e fez parte do corpo clínico do Instituto de Oncologia, tendo a vida da grande cidade e do mundo também como matéria de outros livros decisivos, como Domingo à Tarde, Diálogo em Setembro, Os Adoradores do Sol, Os Clandestinos e Estamos ao Vento, eleito livro do ano 1974, ou Sentados na Relva.
Fernando Namora é um dos mais destacados criadores do neorrealismo, a que deu uma feição peculiar, sobretudo quando a sua arte absorve, renova, a mais genuína tradição picaresca peninsular ou as experiências da modernidade. 
Fernando Namora foi galardoado com prémios tão relevantes como o José Lins do Rego, o Prémio Ricardo Malheiros, da Academia de Ciências de Lisboa, os SOPEM e D. Dinis, entre vários. Foi proposto para o Prémio Nobel de Literatura, em 1981, pela Academia das Ciências de Lisboa e pelo PEN Clube, e agraciado com o Grande Oficialato da Ordem de Santiago e com a Grã Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique em 1988. Fernando Namora morreu em 31 de janeiro de 1989.